domingo, 2 de janeiro de 2011

PSS3 - jan.2011

1º Guerra Mundial

Ao iniciar o século XX, o avanço do capitalismo, agora na fase monopolista ou financeira, provocou uma desigualdade entre as nações européias. A disputa por novas áreas, por novos mercados, pela hegemonia do continente acabou por causar uma grande guerra, que ficou conhecida como Primeira Guerra Mundial.

POR QUE ACONTECEU A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

a) Disputas imperialistas entre a Inglaterra e a Alemanha.
b) Revanchismo francês – A França desejava recuperar os territórios Alsácia-Lorena, perdidos em 1871, na Guerra Franco-prussiana.
c) Os Incidentes nos Bálcãs – A Áustria anexou as províncias turcas da Bósnia e da Herzegovina, provocando reação da Rússia e da Sérvia.
d) Os Incidentes no Marrocos – O Marrocos, país semibárbaro governado por um sultão, era cobiçado pela França que já conquistara a Argélia. Assinou acordo com a Inglaterra, dona de Gibraltar, e com a Espanha, que dominava algumas praças ao Norte de Marrocos. O kaiser Guilherme II impediu a penetração francesa, proclamando a liberdade do Marrocos. A Alemanha acabou reconhecendo o direito dos franceses de estabelecer seu protetorado ao Marrocos. Franceses e alemães estavam descontentes com a situação.
e) Causa imediata (estopim) – O Assassinato do Príncipe Francisco Ferdinando (28/06/1914) – herdeiro do trono austríaco. Foi assassinado por um fanático estudante bosníano, Gravilo Princip, na cidade de Serajevo. A Áustria -Hungria exigiu uma satisfação da Sérvia, onde o crime fora tramado, por meio de um ultimato. A Rússia, decidida a não admitir uma humilhação à Sérvia, rejeitou as propostas conciliatórias da Alemanha e decretou a mobilização geral. A Alemanha, aliada da Áustria, declarou guerra à Rússia no dia 1.o de agosto e, dois dias depois, à França. Tinha inicio a Primeira Guerra Mundial.

POLÍTICA DE ALIANÇAS

Foi celebrada uma aliança defensiva entre a Alemanha e o Império Austro-húngaro em 1879. Com a entrada da Itália em 1882, surgiu a “Tríplice Aliança”.

1907, formou-se a “Triple Entente”, constituída pela Inglaterra, Rússia e França. A Inglaterra estava preocupada com o crescimento econômico da Alemanha e com o desenvolvimento da marinha alemã, que ameaçava sua soberania marítima. A “Triple Entente”, assinada por Eduardo VII, da Inglaterra, iniciou a política de cerco à Alemanha.

PAZ ARMADA

Desde o fim do século XIX até 1914, as nações européias fortaleceram-se, aumentando seu poderio bélico. Uma verdadeira corrida armamentista foi alimentando os países. Eles estavam em paz, mas ao mesmo tempo reforçando-se, armando-se para o grande conflito.

FASES DA GUERRA

a) Guerra do Movimento (1914) – Os alemães começaram a luta com um ataque à Bélgica, neutra, marchando depois rumo a Paris. O plano francês era invadir Alsácia e Lorena e proteger a fronteira belga; os alemães atacaram Liège. Na batalha do Marne os alemães foram derrotados pelo general Joffre, obrigando-os a retroceder para Leste, depois de perderem milhares de soldados e armamentos. Essa batalha salvou momentaneamente a França. Mas os alemães, não podendo levar avante a investida inicial, firmaram-se no Nordeste da França, abrindo trincheiras, como o fizeram também os franceses, os ingleses e os belgas.

b) Guerra de Trincheiras (1915-1917) – Abriram-se trincheiras em toda a frente ocidental. O armamento e o aparelhamento aéreo despertaram um novo surto industrial acelerado. Novas armas apareceram. Em 1916, os alemães atacaram Verdun, defendida pelo general Pétain. Foi um insucesso dos alemães. Morreram cerca de 600 mil homens. Na batalha naval da Jutlândia, os ingleses foram os vencedores.

c) Saída da Rússia – Com o triunfo da Revolução Russa de 1917, onde os bolcheviques estabeleceram-se no poder, foi assinado um acordo com a Alemanha para oficializar sua retirada do grande conflito. Este acordo chamou-se Tratado de Brest-Litovsk, que impôs duras condições para a Rússia.

d) Entrada dos Estados Unidos – Os norte-americanos tinham muito investimentos nesta guerra com seus amigos aliados (Inglaterra e França). Era preciso garantir o recebimento de tais investimentos. Utilizou-se como pretexto o afundamento do navio “Lusitânia”, que conduzia passageiros norte-americanos.

e) Participação do Brasil – Os alemães, diante da superioridade naval da Inglaterra, resolveram empreender uma guerra submarina sem restrições. Na noite de 3 de abril de 1917, o navio brasileiro “Paraná” foi atacado pelos submarinos alemães perto de Barfleur, na França. O Brasil, presidido por Wenceslau Brás, rompeu as relações com Berlim e revogou sua neutralidade na guerra. Novos navios brasileiros foram afundados. No dia 25 de outubro, quando recebeu a noticia do afundamento do navio “Macau”, o Brasil declarou guerra à Alemanha. Enviou auxilio à esquadra inglesa no policiamento do Atlântico e uma missão médica.

CONSEQÜÊNCIAS DA GUERRA

a) O aparecimento de novas nações.
b) Desmembramento do império Austro- Húngaro.
c) A hegemonia do militarismo francês, em decorrência do desarmamento alemão.
d) A Inglaterra dividiu sua hegemonia marítima com os Estados Unidos.
e) O enriquecimento dos Estados Unidos.
f) A depreciação do marco alemão, que baixou à milionésima parte do valor, e a baixa do franco e do dólar.
g) A crise de 1929: os governos tiveram que intervir na economia com medidas severas.
h) O protecionismo que impossibilitou a Alemanha de pagar suas dívidas por meio de exportação.

TRATADO DE VERSALHES (1919)

Em Versalhes, em 1919, reuniu-se a Conferência da Paz, sob a liderança dos 4 grandes: Clemenceau, representante da França; Lloyd George, representante da Inglaterra; Woodrow Wilson, representante dos Estados Unidos; e Orlando, representante da Itália. Este tratado impôs duras determinações aos alemães.

LIGA DAS NAÇÕES

Woodrow Wilson, presidente dos Estados Unidos, lançou a idéia de abolir a “diplomacia em segredo” e de unir os povos com o intuito de evitar uma nova guerra, numa Liga das Nações que tinha os seguintes princípios fundamentais:

a) Autonomia dos povos.
b) Renúncia à política de alianças.
c) Governo de acordo com os governados.
d) Liberdade dos mares.
e) Desarmamento geral.

Genebra passava a ser a sede da Liga das Nações.


 
2º Guerra mundial

Antecedentes da Segunda Guerra Mundial - As razões que levaram à segunda guerra

Tratado de Versalhes
No Palácio de Versalhes, em Paris, reuniram-se os representantes de 32 países, que assinaram um acordo em 28 de junho de 1919, elaborado na verdade pelos representantes dos "Três Grandes" -- o presidente Woodrow Wilson dos EUA, e os primeiros ministros da Inglaterra e França, David Lloyd George e Georges Clemanceau -- e que foi imposto à Alemanha derrotada.
O Tratado, que punha fim oficialmente a I Guerra, pretendia devolver a paz à Europa e ao mesmo tempo, eliminar o potencial bélico e industrial alemão, mas criou uma nova realidade marcada pela postura imperialista dos vencedores e pelo fortalecimento do sentimento nacionalista e de vingança na Alemanha.
A Alemanha foi obrigada a entregar todo seu equipamento bélico ( 5 mil canhões, 25 mil metralhadoras, 3 mil morteiros, 1700 aeroplanos, 5 mil locomotivas, 150 mil vagões, 5 mil caminhões, 6 cruzadores, 10 encouraçados, 8 cruzadores e 50 destróieres), a retirar suas tropas da região do Reno, próxima da França, a reduzir o efetivo militar, foi proibida de se unir à Áustria e perdeu todos os seus territórios na África e Ásia. Na Europa, o país foi obrigado a devolver as regiões da Alsácia e Lorena à França e as regiões de Dantzig (de população predominantemente alemã) `a Polônia.
O governo alemão foi obrigado a pagar pesada indenização não somente aos países que haviam sido invadidos, mas também aos EUA, Inglaterra e algumas de suas colônias, fortalecendo o imperialismo britânico. O valor inicial da indenização foi fixado em 24 bilhões de libras, que foi reduzido gradualmente, redução que não impediu o desastre econômico no país.
A Itália pode ser considerada como grande derrotada na I Guerra. Apesar de ter lutado a favor dos Aliados, de ter contribuído com recursos materiais e de ter parte de seu território ocupado e destruído durante a guerra, não conseguiu ver atendidas suas reivindicações territoriais e recebeu uma parcela irrisória das indenizações pagas pela Alemanha

Imperialismo e Nacionalismo

O nacionalismo exacerbado que tomou conta de vários países da Europa após a Primeira Guerra, foi uma reação à nova ordem geopolítica imposta pelos Tratados do pós Guerra, principalmente pelo Tratado de Versalhes, que teve efeitos diretos sobre a Alemanha e indiretos sobre a Itália. A nova situação foi caracterizada pela formação de democracias muito frágeis, que seriam responsáveis pelo difícil processo de recuperação econômica.
No quadro do imperialismo desenvolvido desde o século XIX, o papel das colônias era visto como fundamental para o desenvolvimento das grandes potências. A Itália perdeu ao final da guerra os territórios na fronteira com a Áustria, a Dalmácia, e nem foi considerada sua pretensão de anexar a Albânia, que se tornou um país independente. O Japão perdeu territórios no litoral da China. Inglaterra e França dividiram entre si as possessões alemãs na África e Ásia.
A luta por territórios, importantes do ponto de vista econômico e estratégico, foi determinante para reforçar o sentimento nacionalista em vários países. No caso de países vencedores, a manutenção ou ampliação dos territórios sob seu domínio reforçou a política imperialista, de reserva de mercado, consequentemente reduzindo o espaço econômico de outros países. Para os países derrotados e para a Itália, a perda de territórios e de influência significou a estagnação da economia, num momento onde o esforço para a recuperação exigia maior produção e fornecimento de matérias-primas. Para esses países, a retomada do crescimento econômico somente seria possível com a ampliação de seus territórios, retomando a política imperialista (desenvolvida pelas demais potências) e isso não seria possível sem um forte ideal nacionalista.
A radicalização do sentimento nacionalista está associada a idéia de crescimento e ao mesmo tempo à idéia de repúdio àqueles que impedem o crescimento, e contribuiu para a implantação de governos totalitários e militaristas. Uma outra fórmula que serviu para reforçar tanto o sentimento nacionalista como os governos militares, foi a posição do empresariado destes países, frente a possibilidade de avanço comunista.

A situação da alemanha

Ao final da Primeira Guerra a monarquia fora eliminada, considerada como culpada pelo fracasso da política bélica alemã, e desta forma, o exército procurou sair da guerra como uma instituição vitoriosa: cumprirá sua missão, o território alemão não havia sido invadido. O sentimento difundido pela cúpula militar pretendia atingir não apenas a grande massa de soldados, mas a sociedade em geral, e o exército continuará a Ter um papel importante na vida política e social do país.
Com o fim da monarquia, iniciou-se um período que ficou conhecido como a " República de Weimar" que se dizia um governo liberal, apoiado em uma nova Constituição, mas que se iniciava sob o espectro da crise econômica e social. O novo governo, ao aceitar as imposições imperialistas do Tratado de Versalhes, nascera fadado a viver sob constante crise. Se num primeiro momento obtivera o apoio das camadas populares, em pouco tempo conheceu um processo de greves e manifestações contra a situação marcada pela hiperinflação e pelo desemprego crônico. Para se preservar no poder, o novo governo adotou uma posição conservadora, não atendendo as expectativas dos trabalhadores que o haviam apoiado, voltando-se para os setores mais conservadores da sociedade, como militares e empresários ultranacionalistas.
Dessa maneira, o governo da Social Democracia tornou-se cada vez mais centrista e abriu a possibilidade de uma constante radicalização e polarização, marcada pela tendência de as forças mais conservadoras se unirem em torno de um projeto comum ao longo de poucos anos, o mesmo acontecendo com as forças mais a esquerda, não obstante suas divisões internas.
O nazismo passou a se aproveitar das divisões internas dos grupos que apoiavam o governo e do caos econômico. Hitler começou a conquistar o apoio do povo alemão defendendo uma política de força como solução para os grandes problemas alemães. Sua propaganda era extremamente nacionalista e xenófoba, dirigida contra o comunismo e contra os judeus.
O inicio da década de 30 foi marcado pelo acirramento das disputas políticas e de uma forma geral pelo avanço do nazismo. Em 30 de janeiro Hitler foi nomeado Chanceler; em fevereiro as forças paramilitares incendiaram o Reichstag, atribuindo a culpa aos comunistas, originando violentas perseguições aos sindicatos e aos membros do partido Comunista. A ameaça comunista e a necessidade de limitar a ação dos judeus foi o pretexto utilizado para reforçar a centralização. Em março, com maioria de nazistas, o parlamento concede plenos poderes a Hitler através do Ato de Autorização, que lhe permitiria decretar leis sem aprovação. Com a morte do presidente Hindenburg., assume também a presidência. O governo ditatorial passa a desenvolver então uma política belicista, de reorganização militar e investimento na indústria bélica, com vistas a colocar em prática sua política expansionista.

O DESENVOLVIMENTO DA GUERRA

A paz humilhante e revanchista imposta no Congresso de Versalhes aos derrotados na 1ª Guerra Mundial foi, sem dúvida, uma das causas da 2ª Guerra Mundial, iniciada 20 anos depois.
Podemos citar ainda, causas determinantes do segundo conflito mundial, a crise de 1929, a implantação dos regimes totalitários de direita e de esquerda e os interesses imperialistas e expansionistas de algumas das grandes potências mundiais, como a Alemanha, a União Soviética, o Japão, a Itália e outras.
No período entre guerras, as nações européias reiniciam suas políticas de alianças político-militares, a corrida armamentista e acordos de não-agressão, que não foram respeitados, principalmente pelos alemães e italianos.
As anexações da Áustria e da Tchecoslováquia pela Alemanha prenunciavam a eclosão da guerra, que finalmente teve início quando os exércitos de Hitler invadiram a Polônia.
Em 1941, os Estados Unidos entraram na guerra ao lado dos seus aliados tradicionais, França e Inglaterra, e a Alemanha invadiu a União Soviética, quebrando o acordo de não-agressão e neutralidade assinado por Hitler e Stalin em 1939.
As vitórias alemães nos primeiros anos de guerra e a ocupação nazista de países como França, Noruega, Dinamarca, Bélgica, Holanda, Grécia, Iugoslávia e outros geravam a crença de que Hitler poderia dominar o mundo.
A entrada dos Estados Unidos na guerra e o fim da neutralidade soviética começaram a inverter tal situação.
A partir de 1943, depois da vitória da União Soviética na Batalha de Stalingrado, começou a supremacia dos exércitos soviéticos sobre as tropas alemães.
A partir do famoso Dia D, quando os aliados iniciaram a grande ofensiva para libertar a França, os exércitos nazistas, que já sofriam sucessivas derrotas na frente oriental para os soviéticos, foram recuando para suas fronteiras até a rendição final, em Maio de 1945.
O Japão, que insistiu em continuar a guerra, foi bombardeado pelos norte-americanos, que lançaram bombas atômicas sobre Hiroxima e Nagasáqui. O Japão finalmente assinou sua rendição em Setembro de 1945.

PANORAMA DO MUNDO PÓS-GUERRA

Após a 2ª Guerra Mundial o mundo foi dividido em dois grandes blocos: o capitalista e o socialista.

No mundo capitalista a propriedade privada é intocável, existe a possibilidade de mobilidade social, a burguesia capitalista é dona dos meios de produção, o operariado para sobreviver vende a sua força de trabalho e a produção é organizada pelo capitalista, que visa à obtenção de lucro.

No mundo socialista a economia é planificada e controlada pelo Estado, que dirige a administra todos os meios de produção.

A desejada paz mundial não foi alcançada após 1945. Pelo contrário, o mundo pós-guerra é cheio de conflitos e divergências entre os povos.
As disputas pela liderança mundial entre as duas superpotências – União Soviética e Estados Unidos – geraram a Guerra Fria, uma guerra ideológica na qual cada uma delas procura ampliar sua área de influência.
A Guerra Fria foi causada pelo expansionismo soviético do Leste europeu, pela Doutrina Truman e pelo Plano Marshall.
Depois de um período de declínio no final dos anos 50, as tensões mundiais aumentaram no início dos anos 60 com a construção do muro de Berlim e a crise dos mísseis, esta última motivada pela pretensão soviética de instalar bases de lançamento de mísseis em Cuba.
A reação norte-americana, com o bloqueio naval da ilha, fez os soviéticos recuarem.
A 2ª Guerra Mundial trouxe também como consequência a descolonização da África e da Ásia, devido ao fim do mito racista de superioridade do homem branco, à crescente consciência nacionalista dos povos daqueles continentes e à luta pelo direito de autogoverno e autodeterminação defendidos pela ONU.
Na Conferência de Bandung, em 1955, os países participantes não aceitaram a divisão do mundo em dois blocos , nascendo daí o chamado Terceiro Mundo.
No contexto pobre e miserável da quase-totalidade dos países africanos, a África do Sul é uma exceção. É o país mais industrializado de todo o continente africano e o mais rico pelas suas minas de diamante, ouro, urânio e carvão.
Porém, a minoria branca dirigente da África do Sul impôs um regime segregacionista, conhecido como apartheid, com base no falso mito da inferioridade biológica do negro.
A frágil estabilidade da paz mundial é constantemente ameaçada por conflitos armados e divergências entre vários povos, cujo exemplo maior são as rivalidades entre árabes e judeus, no Oriente Médio.
Nos países da América Latina predominam a dependência econômica em relação às grandes potências capitalistas e uma estrutura produtiva basicamente agrária, em que as oligarquias latifundiárias dominam a política e o latifúndio é responsável por profundas desigualdades sociais.
A concentração da riqueza nas mãos de poucos e a miséria das massas camponesas e urbanas geram constantes crises políticas e tornam a América Latina receptiva às ideologias estrangeiras.
Em vários países da América Latina predominam as multinacionais e as economias desnacionalizadas.
O expansionismo soviético no pós-guerra resultou na sovietização dos países do Leste europeu, onde os governos se submeteram à orientação da União Soviética, a economia é controlada pelo Estado, os meios de produção foram estatizados e a direção política acabou nas mãos dos partidos comunistas.
A estrutura política do Leste europeu foi profundamente afetada com a ascensão de Gorbatchev ao poder na União Soviética e com o conjunto de suas reformas econômicas e políticas, conhecidas respectivamente por perestroika e glasnost.

Autoria: Rosemary Lopes

terça-feira, 30 de novembro de 2010

REVISÃO DE PSS-2

questões de revisão para a véspera da prova (turma da noite: trabalharemos essas questões dia 03/12/2010)

Modo de Produção Primitivo:
1- (ufpb.2000). Acerca da divisão entre História e Pré-História, é correto afirmar que se trata de um(a)
a) divisão natural, já que os homens primitivos são selvagens e não merecem a qualificação de históricos, por não terem desenvolvido a civilização.
b) processo interno ao conhecimento histórico que, não podendo compreender sociedades sem escrita, deixa a tarefa para outros cientistas.
c) distinção social, indicando que as sociedades sem Estado e sem escrita estão fora da história.
d) distinção científica que procura diferenciar as sociedades estáticas e imutáveis das sociedades dinâmicas e transformadoras.
e) divisão convencional que utiliza a escrita como critério para distinguir as sociedades
humanas para efeito do estudo da história.

Modo de Produção Asiático (Servidão Coletiva):
2- (ufpb.2006) Sobre os povos da Antigüidade Oriental, é correto afirmar:
a) A agricultura foi o principal fator de enriquecimento e desenvolvimento dos hebreus, devido ao aproveitamento das águas através de complexos e amplos sistemas de irrigação.
b) A religião constituiu a principal herança deixada pelos egípcios, de onde provém o monoteísmo judaico.
c) O comércio marítimo marcou a presença histórica dos fenícios, que estabeleceram contatos com diversos povos, ao longo da costa do Mar Mediterrâneo.
d) A guerra de conquista foi a principal característica dos sumérios, povo que construiu um império que se estendia do Egito às fronteiras da Índia.
e) A escrita cuneiforme, uma das mais importantes formas de registro escrito, produzido em blocos de argila, foi a principal contribuição dos persas, povo que habitou a Mesopotâmia.

Modo de Produção Escravista:
3 – Sobre o Escravismo romano é correto afirmar:
a) A revolta realizada pelo escravo Espartacus não obteve êxito por causa da pequena quantidade de cativos em Roma.
b) Os escravos eram trazidos em grandes navios, vindos especialmente da África, e realizavam tarefas exclusivamente, de caráter agrícola.
c) Em Roma, assim como na tradição grega, o escravo era coisificado, possuindo valor de Bem para quem o possuísse.
d) Presos em senzalas, os escravos desenvolveram danças e uma cultura própria, que tinha forte simbolismo com sua resistência.
e) Havia proibição de escravizar artistas, guerreiros, professores e filósofos de outros povos que fossem vencidos pelo império romano.

Modo de Produção Feudal:
4 - (ufpb.2000) Na Europa, o Período da Idade Média pode ser corretamente qualificado de:
a) A Idade das Trevas da humanidade.
b) A era dourada da história universal.
c) A época áurea do Feudo e da Igreja Romana.
d) A Idade da Filosofia racionalista das Luzes.
e) A Era de Paz militar e espiritual do homem.

5 – (ufpb.2001). Sobre a organização social feudal que se estabeleceu no ocidente europeu, a partir dos séculos X e XI, é correto afirmar que
a) sua produção era baseada no trabalho escravo, na crença religiosa cristã e nos laços de fidelidade entre Estado e cidadãos.
b) a economia, a sociedade e a política baseavam-se nas relações de suserania-vassalagem dentro do grupo dos senhores, e nas relações de dominação entre senhores e servos.
c) seu sistema jurídico-político fundamentava-se na propriedade privada da terra e na dominação dos escravos que produziam a riqueza do Estado e dos senhores.
d) sua economia baseava-se na livre iniciativa, no livre-cambismo, no trabalho assalariado e na democracia direta.
e) a religião pregava o celibato como obrigação, o politeísmo como crença e a ditadura religiosa no lugar do Estado.

Modo de Produção Capitalista:
6 – (uepb.2006) Sobre as Cruzadas, o mais longo conflito entre católicos e muçulmanos, assinale a única alternativa incorreta:
a) As Cruzadas foram antes de qualquer coisa um grande incentivo para o desenvolvimento comercial e científico da Europa, já que muito se investiu na construção naval, na indústria de bens de consumo e no desenvolvimento desde as táticas de combate até a culinária.
b) As Cruzadas consistiram em expedições guerreiras, estimuladas pelo papado, para a conquista dos territórios palestinos considerados santificados e que estavam sob domínio muçulmano haviam séculos.
c) Para arregimentar seus exércitos para lutarem contra os povos bárbaros do Oriente, o Papa Urbano II prometia aos guerreiros (ou Cruzados) total indulgência de seus pecados, além de pagamentos de vultosas quantias em espécie ou na forma de terras.
d) Apesar de terem durado tanto tempo (cerca de 200 anos), todas as Cruzadas foram vitoriosas e conseguiram destruir quase que totalmente a estrutura social, cultural, política e econômica de muitas das sociedades muçulmanas da época.
e) Em que pese todo o investimento feito pelos europeus para lançarem as Cruzadas, e mesmo com campanhas bem sucedidas nas quais a presença muçulmana nos territórios bizantinos foi momentaneamente contida, eles foram derrotados e expulsos de Jerusalém pelas tropas do Sultão Saladino, em 1187.

7 – (ufpb.2005) O conjunto de experiências vividas pela Humanidade, a partir da desagregação do mundo feudal, tem sido denominado de modernidade, caracterizando-se por profundas e abrangentes transformações sobre a sociedade, a cultura, a economia, a política e o espaço.
Sobre os fatos históricos que compõem as bases iniciais dos tempos modernos, é INCORRETO afirmar:
a) A Reforma Protestante constituiu uma reação ao catolicismo medieval, questionando muitos dos seus valores, a exemplo da condenação da Igreja católica à usura e ao lucro.
b) O Renascimento promoveu uma visão e representação de mundo centradas nas potencialidades do ser humano, diferentemente da época medieval, em que a centralidade na visão e representação do mundo residia na divindade.
c) O Absolutismo configurou a centralização do poder nas mãos do monarca, contrapondo-se à fragmentação do poder feudal e correspondendo à forma originária do Estado capitalista moderno.
d) O Capitalismo pré-industrial questionou o controle do Estado sobre a economia e defendeu a livre concorrência entre as nações, princípios concretizados no Mercantilismo, em contraponto à política econômica estatizante do feudalismo.
e) A Revolução Científica possibilitou a observação da natureza, mediante a realização de experimentos, bem como a comprovação de pesquisas através de dados empíricos, substituindo a forma contemplativa de conhecimento predominante na época medieval.

8 – (uepb.2005) A revolução Industrial que se iniciou na Inglaterra, causou uma série de transformações políticas, econômicas e sociais.
Sobre as conseqüências da Revolução Industrial na Inglaterra é correto afirmar, EXCETO:
a) A utilização de novas tecnologias no contexto de uma mentalidade capitalista, na qual é prioridade o lucro, provocou o desemprego de grande número de trabalhadores.
b) O aumento da emissão de fuligem nos centros industriais ingleses provocou impactos ambientais, como por exemplo, o escurecimento dos troncos das árvores, o que facilitou uma melhor visualização de borboletas claras pelos pássaros, caracterizando o fenômeno do desequilíbrio na natureza.
c) O desemprego foi responsável pelo desencanto de inúmeros trabalhadores que reagiram destruindo máquinas ou entregando-se à prostituição e ao alcoolismo.
d) Imediatamente, após a implantação da indústria na Inglaterra, foi aprovada uma legislação que atendeu a todas as expectativas dos trabalhadores, principalmente no que se refere à carga horária semanal.
e) Os problemas decorrentes da consolidação do capitalismo inspiraram os teóricos do socialismo que se apresentaram utópicos, em um primeiro momento, e depois, de forma científica, no sentido de propor alternativas ao domínio burguês.

Modo de Produção Socialista:
9 - Em 1917 a Revolução Russa possibilitou a mudança radical da estrutura política, social e econômica da Rússia. Um novo tipo de poder baseado na “ditadura do proletariado” aniquilou o sistema baseado no czarismo autocrata de Nicolau II. Marque a alternativa que não é coerente com a afirmação acima:
a) As idéias que sustentam o movimento revolucionário são retiradas das aspirações e reivindicações dos operários, camponeses e soldados russos, e podem ser resumidas nas palavras de ordem: “Pão, Terra e Paz”.
b) Os Bolcheviques chegaram ao poder liderados por Lênin, Trostki e Stálin, que lá mantiveram-se apoiados no Conselho de Comissários do Povo e no Exército Vermelho.
c) A Revolução Russa retirou a monarquia feudal do poder e criou um sistema de governo que representava os diferentes estratos da população russa e da burguesia da Europa Ocidental.
d) Após a tomada do poder, Lênin lançou aquele que seria o lema de todo o processo de mudanças e que demonstrava qual classe social o conduziria: “Todo poder aos Sovietes!”
e) Os Bolcheviques entendiam que a futura sociedade socialista teria de ter a liderança da Classe Operária, em uma aliança com o campesinato, que se encarregaria de retirar da sociedade todos os elementos burgueses existentes.

10. "... nunca certas previsões do marxismo pareceram mais verdadeiras do que hoje: o que não deixa de ser bastante irônico, se considerarmos que isso se dá no momento em que o marxismo está desacreditado como filosofia social"
(Quentin Skinner, historiador inglês, 1998).
O que permite ao autor sustentar, respectivamente, a tese do descrédito e da validade do marxismo, fundamenta-se
a) no fracasso das experiências socialistas em nosso século e no aumento extraordinário tanto da riqueza quanto da pobreza no mundo;
b) no êxito do capitalismo em eliminar as crises financeiras periódicas e no seu fracasso em fazer diminuir a população mundial;
c) na capacidade do capitalismo para controlar a pobreza e na sua dificuldade para desenvolver tecnologias que resolvessem problemas ambientais;
d) no desaparecimento da luta de classes e na intensificação da concorrência e do conflito imperialista entre as potências capitalistas;
e) no êxito do capitalismo em globalizar a economia e na incapacidade do "Welfare State" (Estado do Bem-Estar Social) para humanizar o capitalismo.

MOVIMENTO GLBTS - aula do sábado

Homossexualidade e Ilegalidade

• Países africanos: detenção até 10 anos
• Países asiáticos: mais de 10 anos
• Mautirânia e Paquistão: pena de morte
• Oriente médio: punições corporais e mutilações seguido de pena de morte.

Homossexualidade e religião

• Catolicismo: - “Carta Apostólica sobre união civil de pessoas do mesmo sexo” – 2003

                      - Apelação aos políticos católicos

• Anglicanismo: - Apoio a certas causas

                         - Ordenação de um bispo homossexual nos EUA em 2006

• Protestantismo: - Desaprovação (algumas igrejas dos grandes centros já apóiam)

GLBTs e Cidadania:

Holanda, Bélgica, Canadá e Espanha (os mais progressistas)

Garantem os seguintes direitos: - Antidiscriminação

                                                - Previdência social

                                                - Parceria civil com status de casamento

                                                - Adoção

EUA (A constituição federal é muito liberal e não reprime a relação homoafetiva, porém, as constituições de vários estados é contra os GLBTs).

- Em 2006 foi rejeitada pela Câmara e Senado um projeto que proibiria a união civil por 236 a 187 votos.

- Massachusetts é o único estado que permite casamento (embora outros estados permitam a união civil).

Austrália, Suécia, Alemanha, França, entre outros, permitem união civil

(A França adotou na ultima década o PACs – Pacto Civil de Solidariedade)

Brasil

- União civil tramita no Congresso há mais de 14 anos (Projeto da Deputada Marta Suplicy)

- PACs Brasileiro (Inspirado no Francês. Projeto é do Deputado Roberto Jéferson)

- Disputas no Congresso Brasileiro: Bancada Evangélica x Bancada Pela Livre Expressão Sexual (projeto de lei 5003/2001 – criminalização da homofobia)

O Poder Judiciário precisa ser acionado na garantia dos direitos e reconhecimento em uniões homoafetivas. Porém, essas uniões são concebidas como “Sociedade de fato”, não como “entidade família”, ou seja, a união entre homossexuais juridicamente não existe nem pelo casamento, nem pela união estável, e configura apenas sociedade de fato - ou seja, em caso de separação, por exemplo, as uniões gays não são julgadas em varas de família, mas em varas cíveis, apenas para tratar da divisão de bens. A união homossexual é tratada, basicamente, como um acordo comercial.

- Alguns tribunais brasileiros já firmaram jurisprudência em conceder a casais homossexuais direitos em relação à herança (metade do patrimônio construído em comum pode ficar para o parceiro); plano de saúde (inclusão do parceiro como dependente); pensão em caso de morte (recebimento se o parceiro for segurado do INSS); guarda de filho (concessão em caso de um dos parceiros ser mãe ou pai biológico da criança) e emprego (a opção sexual não pode ser motivo para demissão).

Poder executivo: Apoio. Em 2004 foi lançada uma Cartilha chamada “Brasil sem Homofobia” com 50 normas de conduta em relação aos GLBTs.

O Presidente Lula envia cartas de apoio às Paradas Gay desde 2006

Paradas Gay: em 2006 setenta municípios já realizavam essa manifestação, hoje, são muito mais.

Visões sobre o fato: - positiva, pois a parada expõe uma realidade que está no cotidiano da sociedade.

                               - negativa, pois há uma carnavalização do movimento gay.

O próprio movimento GLBTs possui diferentes visões sobre diversos fatos como por exemplo o casamento. Porém, alguns pontos estão de comum acordo: Luta por Direitos relacionada aos Direitos Humanos e à Cidadania democrática Liberal.

A originalidade e o valor social do movimento GLBTs é tido como o ponto alto desta instituição já que ela não defende nenhum tipo de exclusão a ninguém. Seu objetivo é uma ampliação de Direitos ao maior numero de indivíduos possível.



Perguntas e respostas:

Quais as principais diferenças, em termos jurídicos, de casais hétero e homossexuais que mantenham uniões estáveis?

Os casais gays não são reconhecidos como entidade familiar, mas sim como sócios. Isso faz com que, em caso de emergência, um homossexual não possa autorizar que seu marido ou esposa seja submetido a uma cirurgia de risco. Além disso, casais do mesmo sexo não podem somar renda para aprovar financiamentos, não somam renda para alugar imóvel, não inscrevem parceiro como dependente de servidor público, não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação, não têm licença-maternidade para nascimento de filho da parceira, não têm licença-luto (para faltar ao trabalho na morte do parceiro), não têm usufruto dos bens do parceiro, não têm direito à visita íntima na prisão, não fazem declaração conjunta do imposto de renda e não podem deduzir no IR o imposto pago em nome do parceiro.

Há estados em que a união civil homossexual é reconhecida?

Sim. No Rio Grande do Sul, os cartórios trabalham desde 2004 com uma norma que possibilitou aos casais homossexuais com algum tipo de união estável fazer um registro nesse sentido. Nesse estado, processos que envolvem relações homossexuais são julgados pela Vara de Família. Já o Rio de Janeiro foi, em 2007, o primeiro estado a conceder pensão a parceiros e parceiras de homossexuais.



PLC 122/2006

Projeto de Lei da Câmara nº 122, de 2006:
(Substitutivo, aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal em 10/11/2009)
Lei 7.716 de 5 de janeiro de 1989:
Preconceito em relação a orientação sexual é crime, tanto quanto preconceito de raça, religião, origem, pessoa idosa, etc.
Pena: Até 3 anos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

REVISÃO DE PSS1 - CIDADANIA

10. Na segunda metade do século XIX, as elites intelectuais brasileiras (advogados, escritores, jornalistas etc.) buscaram as raízes históricas e sociais de uma Nação brasileira, recém-emancipada de Portugal. Essas elites procuraram caracterizar o Brasil étnica, cultural e territorialmente, conferindo-lhe uma identidade capaz de concorrer com as nações européias, consideradas como civilizadas e superiores.

Sobre esse assunto, é correto afirmar:

a) As elites intelectuais buscavam, nos modelos de sociedades européias, elementos para uma definição da identidade da Nação e do povo brasileiros.

b) O nacionalismo interferiu ideologicamente no debate dos intelectuais, reafirmando a condição de inferioridade da Nação brasileira.

c) O movimento romântico estabeleceu a figura mítica do negro africano escravizado, como base étnica da identidade nacional brasileira.

d) As elites intelectuais defenderam a miscigenação racial, como necessária à elevação do povo brasileiro ao patamar de civilizado.

e) O território e as riquezas naturais foram interpretados pelas elites como fatores do insucesso histórico da Nação brasileira.



11. Atualmente, na maior parte do mundo ocidental, é assegurado a todo(a) cidadão(ã) o direito de livre escolha dos seus representantes nos poderes Legislativo e Executivo, bem como o direito de candidatar-se a esses cargos, independentemente de sua origem social, política e ideológica. Esse(a) cidadão(ã) pode, igualmente, expressar suas ideias e opiniões, reunir-se, organizar-se em associações, partidos e sindicatos. Mas nem sempre foi assim. Direitos civis, políticos e sociais resultaram de um longo processo de mobilizações e lutas sociais, inspiradas na Revolução Francesa, concretizando uma cidadania mais ampla. No Brasil, a cidadania foi promovida e ampliada, muitas vezes, através de mudanças constitucionais e leis específicas.

Nesse sentido, três mudanças e/ou leis, consideradas como expressões de reconhecimento e ampliação de direitos, foram:

a) Lei Áurea (1888); voto das mulheres (1934); Ato Institucional n° 5 (1968).

b) Lei de Terras (1850); Lei Áurea (1888); voto dos analfabetos (1988).

c) Lei Áurea (1888); Ato Institucional n° 5 (1968); voto dos analfabetos (1988).

d) Lei Áurea (1888); voto das mulheres (1934); voto dos analfabetos (1988).

e) Lei de Terras (1850); Lei Áurea (1888); Ato Institucional n° 5 (1968).



12. Um conjunto de direitos sociais conquistados pelos trabalhadores brasileiros, no decorrer do século XX, vem sendo, desde a década de 1990, objeto de debates e questionamentos por parte das organizações empresariais, especialmente através da chamada grande imprensa, em decorrência da hegemonia das idéias neoliberais. Um dos principais alvos dessas críticas é a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que assegura, entre outros direitos, carteira assinada, vale-transporte, férias, adicional noturno, 13º salário, FGTS.

Sobre a CLT, é correto afirmar que sua aprovação ocorreu

a) em 1850, junto com a Lei de Terras, para assegurar os direitos dos trabalhadores imigrantes.

b) em 1888, logo após a Lei Áurea, para garantir os direitos dos escravos libertos.

c) em 1943, para reafirmar um conjunto de leis de proteção ao trabalho, já implantadas na década anterior.

d) em 1973, para impedir o aumento da influência do Partido Comunista sobre os sindicatos, então, uma grande preocupação dos militares no poder.

e) em 1988, pela Constituição, para restaurar a cidadania brasileira, depois dos anos de ditadura.



14. Leia as frases abaixo:

•"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo." (Mario Quintana).

•"Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem." (Marcel Proust).

Disponível em: . Acesso em: 08 jul.2009.

As frases referem-se ao tempo, um conceito fundamental para a História enquanto conhecimento das experiências humanas.

Sobre o conceito de tempo, identifique as alternativas corretas:

I. As lembranças humanas são incompreensíveis, se não forem postas em seqüência cronológica.

II. As vivências humanas, em certas culturas, são explicadas pela dinâmica das estações da natureza.

III. A memória de homens e mulheres não segue os mesmos registros do tempo preciso do relógio.

IV. As experiências coletivas constroem um tempo social caracterizado por mudanças e permanências.

V. A percepção do tempo independe das experiências e sentimentos vividos pelo indivíduo.



15. A democracia grega serviu de inspiração política para o Estado democrático de Direito da maioria dos países ocidentalizados do mundo contemporâneo.

Considerando o regime democrático, identifique as afirmativas corretas:

I. As decisões políticas na Grécia antiga, assim como na contemporaneidade, eram tomadas pelos

representantes eleitos pelo povo.

II. A maioria da população grega da Antiguidade, ao contrário das democracias contemporâneas, era excluída da política.

III. As liberdades individuais e a igualdade perante a lei foram direitos gregos antigos preservados na contemporaneidade.

IV. As Assembleias Legislativas contemporâneas submetem, como na Antiguidade grega, suas decisões à vontade de um tirano.

V. A democracia direta grega, exercida em praça pública (ágora), é diferente da democracia

representativa contemporânea.



Entre os historiadores, existe o consenso de que o saber histórico é construído a partir de fontes. Portanto, é INCORRETO afirmar que as fontes históricas são

a) signos, sinais e vestígios do passado dos homens que são recolhidos, agrupados e criticados para fundamentar o conhecimento produzido pelos historiadores.

b) utensílios, ferramentas e artefatos produzidos pelos homens, que chegaram até o presente, servindo de testemunho de práticas humanas já vividas.

c) diversos tipos de referência do passado, dentre os quais se incluem escritos, manuscritos, imagens, patrimônio arquitetônico e cultural – de tipo material ou simbólico.

d) documentos escritos, aos quais é possível aplicar a crítica pelos métodos científicos do saber histórico. As demais fontes são meramente ficcionais.

e) todas as referências de atividades humanas, pois compõem o patrimônio cultural de todo e qualquer grupo humano, servindo de indicadores do seu passado.



18. O que significa o termo “Revoluções Burguesas”?

a) São tentativas das pessoas ligadas ao comércio de chegar ao poder político

b) São tentativas de pessoas empobrecidas de terem melhores condições de vida

c) São novas formas de ver a política das nações, onde geralmente não acontecem mudanças profundas nas sociedades.

d) São reações dos Reis com o intuito de não perder privilégios feudais.

e) Nenhuma das opções acima

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Resumos de textos sobre o período colonial da história da Paraíba:

A Invasão Holandesa na Paraíba

Horácio de Almeida

A primeira tentativa de invasão da Paraíba por parte dos holandeses se deu nos fins de 1631. Contudo, a esquadra composta por aproximadamente 1600 homens não logrou êxito graças a intervenção do então capitão-mor da província Antônio de Albuquerque, que mesmo tendo ao seu comando um contingente menor de guerreiros, 600 aproximadamente, conseguiu impedir a aproximação do inimigo do Forte de Cabedelo, sendo assim rechaçado o primeiro ataque holandês.

A segunda tentativa ocorreu em 1634. Dessa vez, os invasores vieram confiantes na empresa, principalmente, pelo fato de estarem mais experientes e por já terem conquistado o Rio Grande do Norte. Vale ressaltar, que entre os aproximados 1500 homens, estava também abordo de um dos navios da esquadra o futuro governante da Paraíba Servais Carpentier. A frustração dos invasores se deu na impossibilidade de atravessar uma trincheira na praia de Lucena construída pelo capitão-mor paraibano. A retirada foi imediata. Frustrava-se mais uma tentativa de invasão desta província.

O sucesso holandês nessa capitania ocorreria no mesmo ano. Partido do Porto do Recife com mais de 2300 homens os invasores desembarcaram em pontos distintos do litoral formando diversas frentes de combate que mal puderam ser combatidas pelo pequeno contingente de soldados paraibanos, aproximadamente 800. Com a tomada do forte da Restinga a batalha pendeu favorável aos holandeses, pouco depois, com a rendição do Cabedelo, o pânico instaurou-se na província. Estava conquista a Paraíba.

A tomada da cidade foi rápida e pacífica, a população partiu para o interior. Antonio de Albuquerque viu seus planos de organização de uma resistência minguarem por falta de apoio popular. O primeiro ato dos conquistadores foi a mudança de nome da cidade para Frederica. Duarte da Silveira, figura de maior importância na história da conquista desta terra, ao receber os invasores, tratou de entrar em acordo com os novos dominantes, visto que de nada valeria qualquer valentia isolada. Todavia, este pacto com o inimigo rendeu-lhe a alcunha de traidor e acabou sendo preso. Solto mais tarde por tropas holandesas acabou tendo esta fama aumentada.

Entretanto, houve um esvaziamento da cidade após a conquista, e era fundamental que os holandeses atraíssem a população de volta. Para isso foi concedida anistia para todos aqueles que aceitassem viver sob o julgo da companhia das índias. Benefícios como paz, segurança, liberdade de culto estendeu-se aqueles que decidiram voltar. Contudo os que se recusaram a aceitar os novos dominantes perderam suas posses.

Ao assumir o governo Carpentier, tratou de fazer um mapeamento dos principais produtos exportáveis ou não da província. Porém, nem tudo eram flores na nova Frederica. A resistência acirrava-se e algumas figuras se tornaram famosas com seus ataques incomuns. A guerrilha, tipo de investida militar que corresponde a ataques fortuitos, rápidos e de modo a surpreender o inimigo, foi a fórmula utilizada pela resistência “paraibana”. Inclusive, numa dessas investidas morre o segundo governador holandês Ippo Eyssens, dando lugar ao culto Elias Herckmann em 1636.

Mesmo com a chegada do hábil administrador Mauricio de Nassau, a economia canavieira não logrou o êxito esperado, muito disso graças a situação de guerrilhas vivida pela população e por causa, também dos novos donos dos engenheiros que com curta experiência não tiveram o tino necessário para gerir o negócio do açúcar.

Alguns acontecimentos como querelas religiosas entre protestantes e católicos devem ser citados como fatos que esquentaram o convívio na província. Contudo, em meados de 1645, apesar da falta de armamentos, organizou-se a Paraíba, juntamente com insurretos pernambucanos, contra os holandeses, expulsando-os em direção a fortaleza de Cabedelo.

Assim o domínio holandês na Paraíba estendeu-se por quase 11 anos, de 1634 a 1645, mesmo assim, ainda houve presença holandesa até 1654, só que esta estava completamente encurralada no Forte de Cabedelo. Ressalta Horácio de Almeida que a grande contribuição dos flamengos foi no campo das letras, com relatos como o de Elias Herckmann, por exemplo, pois no campo das obras, por causa de todas as contingências não foi possível aos holandeses deixarem grande legado nesta província.



Descrição Geral da Capitania da Paraíba

Elias Herckmann



Segundo Horácio de Almeida, as contribuições dos holandeses nas letras foi algo estupendo. Realmente. Esta obra, a Descrição Geral da Capitania da Paraíba configura-se num dos maiores e melhores registros de nossa história local. Realizada por Elias Herckmann, que governou a Paraíba holandesa entre 1636 e 1639. Seus escritos oferecem ao leitor uma visão de como se encontrava esta província no século XVII. Seus fortes, seu povo, sua religião.

A obra começa ressaltando os “naturais da terra”, nossos índios Potiguaras, chamados por eles “Pitiguaras”, bem como sua grande quantidade. Também a administração portuguesa é relatada com grande interesse. No que diz respeito a geografia, Herckmann não se esquece da importância do Rio Paraíba e conta também uma breve história do significado da sua alcunha. Ainda no universo do rio Paraíba o holandês atina para os fortes que protegem a entrada da cidade: Cabedelo, Santo Antônio, Restinga. É traçado todo o mapa até a região do Gargaú.

Algo importante a ser ressaltado na obra de Herckmann é que atrelada a descrição geográfica, estão nessa obra, as explicações históricas, ou seja, percebe-se uma preocupação acerca dos significados, inclusive a uma longa explanação acerca da conquista pelos Lusos, chegando até a invasão holandesa.

Em seguida há o registro das igrejas e conventos: São Francisco, Carmelitas, São Bento, Misericórdia e São Gonçalo. Como eu já havia dito acima, a administração fica bem explicitada na descrição dos Escabinos. Em seguida, Elias descreve os engenhos e a geografia que os circunda, além das distâncias. Herckmann chama atenção também para o clima da região. Não é estranho o espanto do neerlandense, visto que a temperatura e os ares desta região, em muito diferem da atmosfera fria da sua terra natal. E por isso mesmo extasia-se considerando-a saudável. Até a farinha chama a atenção de Herckmann que atribui a este produto o seu merecido valor de “Pão do Brasil” e fala também sobre uma gama de raízes, sementes, frutos, animais silvestres, chegando até as plantas medicinais.

Também consta na obra uma interessante descrição acerca dos Tapuias, contudo, não é só a descrição geográfica desse povo que interessa ao autor, ele também os relata fisicamente e culturalmente chamando atenção para a ausência de vestes e para a “ausência de Deus”. Nesse ponto observa-se a típica visão do homem de seu tempo, que atribui aos indígenas “uma vida inteiramente bestial e descuidosa”. Mesmo assim, sua descrição é riquíssima e de grande valor pras gerações posteriores, que com o devido cuidado e interpretação poder extrair dali um riquíssimo registro. Essa é a tônica da obra de Elias Herckmann, um holandês que pode não ter deixado monumentos ou fortunas para a Paraíba, mas que deixou um legado espetacular, a Descrição Geral da Capitania da Paraíba do século XVII.



O Processo de Interiorização
(A conquista do Sertão)
Horácio de Almeida



Após a restauração paraibana, ou seja, a expulsão dos holandeses dessa terra e a reocupação dos bens pelos seus legítimos donos, assume a capitania João Fernandes Vieira que se tratava de uma figura mais empreendedora do que administradora, todavia, empreendedor em proveito próprio, pois tratava-se de um ganancioso fidalgo, e tremendamente mal-pagador. Entre seus “feitos” podemos destacar a guerra declarada aos Tapuias (índios não pertencentes ao tronco lingüístico Tupi) do sertão, o que fez gerar entre esses nativos um acumulativo ódio.

É fundamental destacarmos a deteriorada situação que encontrava-se a Paraíba depois da retirada dos flamengos. Nos anos seguintes sob o governo de Matias de Albuquerque Maranhão, Pernambuco acreditou ser seu direito avançar sobre território paraibano e aplicar por aqui sua jurisdição. Graças a uma carta régia datada de 1662 livrou-se oficialmente a Paraíba desta tentativa de aglutinação pernambucana.

Aproximadamente dez anos depois da saída dos holandeses inicia-se a interiorização nesta província. Assim começa-se a distribuição de sesmarias pelo Sertão paraibano. O objetivo era a obtenção dos campos que se mostravam idéias para a pecuária, atividade mais leve que o plantation açucareiro. Convém deixar claro que o interior da Paraíba era repleto dos índios Cariris, que aqui estavam em farta população, como ficou registrado nos relatos do padre Martin.

Dessa forma deu-se a ocupação do sertão. Sesmarias foram distribuídas e sertanistas baianos ocuparam estas terras. Deu-se também, o contato com os Cariris, e este, não foi uma interação violenta, pelo contrário, os silvícolas em muito se adaptaram ao cotidiano do branco “civilizador”. O conflito só aconteceu depois do despertar, na consciência dos sertanistas, de que aqueles índios possuíam mercado no negócio de escravos, e passaram a escravizar e “barbarizar” com os “naturais da terra”. Para impedir essa nefasta ação os índios se organizaram na “Confederação dos Cariris”, uma associação tribal que através da luta armada tinha como objetivo defender-se dos abusos do homem branco. Este conflito estendeu-se por mais de dez anos e foi caracterizado pela barbárie. Esta, não ligada ao “primitivismo” atribuído ao gentio e sim, a natureza atroz embutida nos dois grupos guerreiros que devastaram-se mutuamente.

Durante essa empresa, chega aos sertões Domingos Jorge Velho, mestre de campo com o intento de ajudar Antônio de Albuquerque, o problema para os brancos estava no que diz respeito à inteligência e adaptabilidade do índio Cariri. Este, se mostrou mais apto, por exemplo, no que diz respeito a assimilação dos costumes dos lusitanos, e ao uso de armas. Dessa forma a guerra tomava ares de igualdade entre as duas facções, pois ambas passaram a utilizar o mesmo armamento.

Contudo, essa suposta igualdade não se traduzia na verdade. Não se pode desprezar os anos de experiência colonizadora do europeu, dessa forma tribos inteiras foram dizimadas e aquelas que se mostravam ofensivas e aguerridas foram as que mais se desfalcaram, quando não se extinguiram. Definitivamente a situação do gentio dos sertões, era precária, pois para desestimular a resistência indígena era instigado aos colonizadores o franco extermínio das tribos rendidas. Foi assim que Domingos Jorge Velho, a mando do governador-geral do Brasil degolou 260 Tapuias.

Com a guerra pendendo para este lado, ou seja, contra os índios, Canindé, líder dos Janduís enviou à Bahia em 1692 uma delegação com o intuito de formular a paz entre as duas partes. Assim, deu-se o acordo entre as partes. A nação indígena sobrevivente aquietou-se e espalhou-se em suas reservas pelo Sertão e pelo Rio Grande do Norte.



Sonhar o céu, padecer no inferno:
Governo e sociedade na Paraíba do século XVIII
A anexação da Paraíba a Pernambuco (1755-1799)

Mozart Verguetti



O autor tem como objetivo destacar a atuação do capitão-mor da Paraíba Pedro Monteiro de Macedo, que durante seu governo (1734-1744) tentou evitar à anexação a Pernambuco (1755 – 1799).

É fundamental para o entendimento do texto, ressaltarmos a importância daqueles órgãos que garantiram o domínio patrimonial na colônia e determinaram a ação autônoma dos governadores: As Provedorias. Ou seja, a autonomia de uma determinada capitania estava intrinsecamente ligada ao poder de sua provedoria. Se esta fosse capaz de gerir seus próprios gastos e prestar socorro à Coroa Lusa a Capitania em questão seria considerada autônoma. Caso contrário, na falta do pagamento de suas obrigações e na caracterização desta provedoria como ineficaz estaria a capitania fadada a perda da autonomia e a anexação.

Havia na Paraíba uma grande dependência da “dízima da alfândega”, imposto que deveria servir para obras e manutenções, mas que acabou por ser utilizado, desde 1715, como pagamento de ordenados de soldados e governadores. O fato, é que a Paraíba possuía alguns problemas econômicos como falta de escravos, concorrência com o açúcar antilhano e proximidade do Porto do Recife, além de problemas de ordem ambiental como seca, enchentes e falta de bens naturais.

Importante a ser aprofundado é a questão da proximidade da Paraíba com o Porto de Recife. Como nesta província a quantidade de engenhos sempre esteve abaixo de Pernambuco, houve um escoamento de produtos paraibanos para o porto da província vizinha já que lá a navegação era mais constante. Isso em muito contribuiu para o agravamento da crise econômica paraibana. “A solução encontrada para socorrer a capitania da Paraíba foi fundir, a partir de 1723, em um só contrato a arrematação da dízima da Alfândega de Pernambuco à da Paraíba.” (p.330).

O resultado dessa fundição foi uma Paraíba atrelada e dependente de Pernambuco, que atrasava por demais a remessa dessa verba, chegando a levantar suspeitas sobre os “descaminhos” desses recursos.

Foi esta a Paraíba encontrada por Pedro Monteiro de Macedo. Este militar tratou imediatamente de percorrer boa parte do território paraibano, com o intuito de conhecer a fundo a terra e a gente desta localidade. E assim o fez, tratando em seguida de tomar uma série de medidas com o objetivo de livrar esta província do julgo pernambucano. Pedro Monteiro só não contava com a ação do tempo, que devastador castigou mais uma vez com duas cheias, o povo paraibano comprometendo drasticamente a economia.

O governador não desistiu de sua campanha. Contudo, mesmo articulando um projeto sobre a taxação do transporte de gado e o corte da carne, não conseguiu o objetivo, pois o melhor valor alcançado na arrematação do contrato sobre as carnes atingiu um quarto do valor da dizima enviada de Recife. Não satisfeito tratou o governante de organizar um novo projeto de tributação sobre o atravessamento de gado pela Paraíba em direção as Minas. Porém, mais um vez não houve êxito, pois o projeto contrariava muitos criadores, muitos deles paraibanos.

O resultado foi um governador cada vez menos ligado a Corte e as elites, inclusive paraibana, contrariando interesses de classes que se satisfaziam com a política vigente. Pedro Monteiro foi perdendo apoio, passando a ser visto, cada vez mais como persona non gratta.

História da Paraíba (aula 1)

1- Antecedentes da conquista (1500 – 1574)
• Desinteresse da Metrópole
• Os Piratas, o Pau-Brasil e O escambo.
• Criação das Capitanias Hereditárias
• Itamaracá – do rio Santa Cruz á Baía da Traição
• Rapto da Cunhã, Tragédia de Trucunhaém e a Capitania da Paraíba

2 – Conquista
1º Expedição (1574): D. Fernão da Silva

2º Expedição (1575): D. Luis de Brito e Lourenço Veiga

3º Expedição (1579): Frutuoso Barbosa

4º Expedição (1582): Frutuoso Barbosa

5º Expedição (1584): Flores Valdez, Felipe de Moura e Frutuoso Barbosa.

• Acordo entre Martim Leitão e Piragibe
• Fundação da cidade de Nossa Senhora das Neves
• 1º capitão – mor: João Tavares
• 1º engenho “d’El-Rei” em Tibiri
• 2º capitão – mor: Frutuoso Barbosa
• Chegada dos Franciscanos
• Mudança do nome da cidade para “Filipéia de Nossa Senhora das Neves”
• 3º capitão – mor: André de Albuquerque Maranhão
• Expulsão dos Potiguaras
• 4º capitão – mor: Feliciano Coelho de Carvalho
• Expulsão dos Franciscanos

3- A população Indígena
• Tupis (Tabajaras e Potiguaras) - Litoral
• Cariris (ou Tapuias) - Sertão
• Comunidades nômades
• Potiguaras – autóctones e antropófagos

4- As ordens religiosas
• Jesuítas
• Franciscanos
• Beneditinos
• Carmelitas

5 –Domínio Holandês
• liberdade cultural
• homens livres: holandeses, portugueses e “brasileiros”
• ausência de miscigenação
• administradores holandeses: (Ippo Elyssens, Gisberk de With, entre outros)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Era Vargas

Pessoal, aí vai um reforço acerca da Era Getúlio. Serve pro pss e para o ENEM, que gosta de abordar este período. O Trabalho aí embaixo é de um bom professor de sampa.

Por: Professor Jailson Marinho

A chamada Era Vargas está dividida em três momentos: Governo Provisório, Governo Constitucional e Estado Novo.

O período inaugurou um novo tipo de Estado, denominado “Estado de compromisso”, em razão do apóio de diversas forças sociais e políticas: as oligarquias dissidentes, classes médias, burguesia industrial e urbana, classe trabalhadora e o Exército. Neste “Estado de compromisso” não existia nenhuma força política hegemônica, possibilitando o fortalecimento do poder pessoal de Getúlio Vargas. Governo Provisório ( 1930/1934 ).

Aspectos políticos e econômicos No plano político, o governo provisório foi marcado pela Lei Orgânica, que estabelecia plenos poderes a Vargas. Os órgão legislativos foram extintos, até a elaboração de uma nova constituição para o país.

Desta forma, Vargas exerce o poder executivo e o Legislativo. Os governadores perderam seus mandatos – por força da Revolução de 30 – seu nomeados em seus lugares os interventores federais ( que eram escolhidos pelos tenentes ).

A economia cafeeira receberá atenções por parte do governo federal. Para superar os efeitos da crise de 1929, Vargas criou o Conselho Nacional do Café, reeditando a política de valorização do café ao comprar e estocar o produto.

O esquema provocou a formação de grandes estoques, em razão da falta de compradores, levando o governo a realizar a queima dos excedentes. Houve um desenvolvimento das atividades industriais, principalmente no setor têxtil e no de processamento de alimentos. Este desenvolvimento explica-se pela chamada política de substituição de importações.

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 32

Movimento ocorrido em São Paulo ligado à demora de Getúlio Vargas para reconstitucionalizar o país, a nomeação de um interventor pernambucano para o governo do Estado (João Alberto). Mesmo sua substituição por Pedro de Toledo não diminuiu o movimento.

O movimento teve também como fator a tentativa da oligarquia cafeeira retomar o poder político. O movimento contou com apoio das camadas médias urbanas. Formou-se a Frente Única Paulista, exigindo a nomeação de um interventor paulista e a reconstitucionalização imediata do país.

Em maio de 1932 houve uma manifestação contra Getúlio que resultou na morte de quatro manifestantes: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Iniciou-se a radicalização do movimento, sendo que o MMDC passou a ser o símbolo deste momento marcado pela luta armada.

Após três meses de combates as forças leais a Vargas forçaram os paulistas à rendição. Procurando manter o apoio dos paulistas, Getúlio Vargas acelerou o processo de redemocratização realizando eleições para uma Assembléia Constituinte que deveria elaborar uma nova constituição para o Brasil.

A CONSTITUIÇÃO DE 1934

Promulgada em 16 de novembro de 1934 apresentando os seguintes aspectos: A manutenção da República com princípios federativos; Existência de três poderes independentes entre si: Executivo, Legislativo e Judiciário; Estabelecimento de eleições diretas para o Executivo e Legislativo; As mulheres adquirem o direito ao voto; Representação classista no Congresso (elementos eleitos pelos sindicatos); Criado o Tribunal do Trabalho; Legislação trabalhista e liberdade de organização sindical; Estabelecimento de monopólio estatal sobre algumas atividades industriais; Possibilidade da nacionalização de empresas estrangeiras; Instituído o mandato de segurança, instrumento jurídico dos direitos do cidadão perante o Estado.

A Constituição de 1934 foi inspirada na Constituição de Weimar preservando o liberalismo e mantendo o domínio dos proprietários visto que a mesma não toca no problema da terra. Governo Constitucional (1934/1937). Período marcada pelos reflexos da crise mundial de 1929: crise econômica, desemprego, inflação e carestia. Neste contexto desenvolve-se, na Europa, os regimes totalitários ( nazismo e fascismo) – que se opunham ao socialismo e ao liberalismo econômico.

A ideologia nazi-fascista chegou ao Brasil, servindo de inspiração para a fundação da Ação Integralista Brasileira (AIB), liderada pelo jornalista Plínio Salgado. Movimento de extrema direita, anticomunista, que tinha como lema "Deus, pátria, família”. Defendia a implantação de um Estado totalitário e corporativo.

A milícia da AIB era composta pelos “camisas verdes”, que usavam de violência contra seus adversários. Os integralistas receberam apoio da alta burguesia, do clero, da cúpula militar e das camadas médias urbanas. Por outro lado, o agravamento das condições de vida da classe trabalhadora possibilitou a formação de um movimento de caráter progressista, contando com o apoio de liberais, socialista, comunistas, tenentes radicais e dos sindicatos – trata-se da Aliança Nacional Libertadora (ANL).

Luís Carlos Prestes, filiado ao Partido Comunista Brasileiro foi eleito presidente de honra. A ANL reivindicava a suspensão do pagamento da dívida externa, a nacionalização das empresas estrangeiras e a realização da reforma agrária. Colocava-se contra o totalitarismo e defendia a democracia e um governo popular. A adesão popular foi muito grande, tornando a ANL uma ameaça ao capital estrangeiro e aos interesses oligárquicos.

Procurando conter o avanço da frente progressista o governo federal - por meio da aprovação da Lei de Segurança Nacional – decretou o fechamento dos núcleos da ANL. A reação, por parte dos filiados e simpatizantes, foi violenta e imediata. Movimentos eclodiram no Rio de Janeiro, Recife, Olinda e Natal – episódio conhecido como Intentona Comunista.

O golpe do Estado Novo No ano de 1937 deveria ocorrer eleições presidenciais para a sucessão de Getúlio Vargas. A disputa presidencial foi entre Armando de Sales Oliveira – que contava com o apoio dos paulistas e de facções de oligarquias de outros Estados. Representava uma oposição liberal ao centralismo de Vargas.

A outra candidatura era a de José Américo de Almeida, apoiado pelo Rio Grande do Sul, pelas oligarquias nordestinas e pelos Partidos Republicanos de São Paulo e Minas Gerais. Um terceiro candidato era Plínio Salgado, da Ação Integralista. A posição de Getúlio Vargas era muito confusa – não apoiando nenhum candidato. Na verdade a vontade de Getúlio era a de continuar no governo, em nome da estabilidade e normalidade constitucional; para tanto, contava com apoio de alguns setores da sociedade.

O continuísmo de Vargas recebeu apoio de uma parte do Exército – Góes Monteiro e Eurico Gaspar Dutra representavam a alta cúpula militar – surgindo a idéia de um golpe, sob o pretexto de garantir a segurança nacional.

O movimento de “salvação nacional” – que garantiu a permanência de Vargas no poder – foi a divulgação de um falso plano de ação comunista para assumir o poder no Brasil. Chamado de Plano Cohen, o falso plano serviu de pretexto para o golpe de 10 de novembro de 1937, decretando o fechamento do Congresso Nacional, suspensão da campanha presidencial e da Constituição de 1934. Iniciava-se o Estado Novo.

O Estado Novo ( 1937/1945 ). O Estado Novo – período da ditadura de Vargas – apresentou as seguintes características: intervencionismo do Estado na economia e na sociedade e um centralização política nas mãos do Executivo, anulando o federalismo republicano.

A CONSTITUIÇÃO DE 1937

Foi outorgada em 10 de novembro de 1937 e redigida por Francisco Campos. Baseada na constituição polonesa ( daí o apelido de “polaca” ) apresentava aspectos fascistas.

Principais características: centralização política e fortalecimento do poder presidencial; extinção do legislativo; subordinação do Poder Judiciário ao Poder Executivo; instituição dos interventores nos Estados e uma legislação trabalhista. A Constituição de 1937 eliminava a independência sindical e extinguia os partidos políticos.

A extinção da AIB deixou os integralistas insatisfeitos com Getúlio. Em maio de 1938 os integralistas tentaram um golpe contra Vargas – o Putsch Integralista – que consistiu numa tentativa de ocupar o palácio presidencial. Vargas reagiu até a chegada a polícia e Plínio Salgado precisou fugir do país.
 
POLÍTICA TRABALHISTA

O Estado Novo procurou controlar o movimento trabalhador através da subordinação dos sindicatos ao Ministério do Trabalho. Proibiu-se as greves e qualquer tipo de manifestação.

Por outro lado, o Estado efetuou algumas concessões, tais como, o salário mínimo, a semana de trabalho de 44 horas, a carteira profissional, as férias remuneradas. As leis trabalhistas foram reunidas, em 1943, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), regulamentando as relações entre patrões e empregados.

A aproximação de Vargas junto a classe trabalhadora urbana originou, no Brasil, o populismo – forma de manipulação do trabalhador urbano, onde o atendimento de algumas reivindicações não interfere no controle exercido pela burguesia.

POLÍTICA ECONÔMICA

O Estado Novo iniciou o planejamento econômico, procurando acelerar o processo de industrialização brasileiro. O Estado criou inúmeros órgãos com o objetivo de coordenar e estabelecer diretrizes de política econômica.

O governo interveio na economia criando as empresas estatais – sem questionar o regime privado. As empresas estatais encontravam-se em setores estratégicos, como a siderúrgia ( Companhia Siderúrgica Nacional ), a mineração ( Companhia Vale do Rio Doce ), hidrelétrica ( Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco ), mecânica ( Fábrica Nacional de Motores ) e química (Fábrica Nacional de Álcalis ).

POLÍTICA ADMINISTRATIVA

Procurando centralizar e consolidar o poder político, o governo criou o DASP ( Departamento de Administração e Serviço Público), órgão de controle da economia. O outro instrumento do Estado Novo foi a criação do DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda ), que realizava a propaganda do governo. O DIP controlava os meios de comunicação, por meio da censura.

Foi o mais importante instrumento de sustentação da ditadura que, ao lado da polícia secreta, comandada por Filinto Müller, instaurou no Brasil o período do terror: prisões, repressão, exílios, torturas etc...

Como exemplo de propaganda tem-se a criação da Hora do Brasil – que difundia as realizações do governo; o exemplo do terror fica por conta do caso de Olga Benário, mulher de Prestes, que foi presa e deportada para a Alemanha (grávida). Foi assassinada num campo de concentração.

O BRASIL E A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Devido a pressões – internas e externas – Getúlio Vargas rompeu a neutralidade brasileira, em 1942, e declarou guerra ao Eixo ( Alemanha, Itália, Japão ). A participação do Brasil foi efetiva nos campos de batalha mediante o envio da FEB ( Força Expedicionária Brasileira ) e da FAB ( Força Aérea Brasileira ).

A participação brasileira na guerra provocou um paradoxo político: externamente o Brasil luta pela democracia e contra as ditaduras, internamente há ausência democrática em razão da ditadura. Esta situação, somada à vitória dos aliados contra os regimes totalitários, favorece o declínio do estado Novo e amplia as manifestações contra o regime.

O FIM DO ESTADO NOVO

Em 1943 Vargas prometeu eleições para o fim da guerra; no mesmo ano houve o Manifesto dos Mineiros, onde um grupo de intelectuais, políticos, jornalistas e profissionais liberais pediam a redemocratização do país. Em janeiro de 1945, o Primeiro Congresso Brasileiro de Escritores exigia a liberdade de expressão e eleições.

Em fevereiro do mesmo ano, Vargas publicava um ato adicional marcando eleições presidenciais para 2 de dezembro. Para concorrer as eleições surgiram os seguinte partidos políticos: UDN ( União Democrática Nacional )- Oposição liberal a Vargas e contra o comunismo.

Tinha como candidato o brigadeiro Eduardo Gomes; PSD ( Partido Social Democrático ) – era o partido dos interventores e apoiavam a candidatura do general Eurico Gaspar Dutra; PTB ( Partido Trabalhista Brasileiro ) – organizado pelo Ministério do Trabalho e tendo como presidente Getúlio Vargas.

Apoiava, junto com o PSD, Eurico Gaspar Dutra; PRP ( Partido de Representação Popular ) – de ideologia integralista e fundado por Plínio Salgado; PCB ( Partido Comunista Brasileiro ) – tinha como candidato o engenheiro Yedo Fiúza.

Em 1945 houve um movimento popular pedindo a permanência de Vargas – contando com o apoio do PCB. Este movimento ficou conhecido como queremismo, devido ao lema da campanha “Queremos Getúlio “.

O movimento popular assustou a classe conservadora, temendo a continuidade de Vargas no poder. No dia 29 de outubro foi dado um golpe, liderado por Goés Monteiro e Dutra. Vargas foi deposto sem resistência.

O governo foi entregue a José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal. Em dezembro de 1945 foram realizadas as eleições com a vitória de Eurico Gaspar Dutra.